Quark Expeditions: cruzeiros pelo Ártico Canadense

 Quark Expeditions: cruzeiros pelo Ártico Canadense
Confira os principais destinos e roteiros de viagens pelas paisagens geladas do Círculo Polar Ártico

Os viajantes estão descobrindo as novas experiências proporcionadas pelos cruzeiros de expedição. Até pouco tempo atrás, conhecer destinos remotos eram jornadas destinadas apenas aos exploradores mais aventureiros. Entretanto, a infraestrutura necessária para esse tipo de viagem evoluiu enormemente e, hoje em dia, é possível conhecer as regiões mais geladas do planeta em navios modernos, seguros e repletos de comodidades, em uma viagem pontuada pela emoção e, ao mesmo templo, cercada de conforto.

Vamos começar a jornada pela gelada calota do nosso planeta, falando sobre cruzeiros de expedição para o Ártico Canadense, uma área com cerca de 1,5 milhões de quilômetros quadrados formada por montanhas, tundra, água e gelo, muito gelo – com uma população de 114 mil habitantes. A Quark Expeditions, companhia marítima especializada em viagens polares com uma frota de navios menores para 199 hóspedes, apresenta roteiros para diversas regiões do círculo polar Ártico.

Onde fica o Ártico Canadense

MAPA DO ÁRTICO CANADENSE | FOTO: GOOGLE

O Canadá tem mais massa de terra na região do Ártico do que qualquer outro país, entretanto, a região tem baixa densidade populacional. Existem mais de 35.563 ilhas no remoto arquipélago ártico canadense, das quais a Ilha de Baffin, quinta maior do mundo, é apenas uma. O território do Ártico Canadense é limitado a oeste pelo Mar de Beaufort; a leste, pela Groenlândia, Baía de Baffin e Estreito de Davis.; e, ao sul, pela Baía de Hudson e pelo continente do Canadá.

A geografia da região se traduz em montanhas infinitas, geleiras, vegetação de tundra, costas rochosas remotas, imponentes penhascos de granito, cercados de mar e iceberg flutuantes. A vida selvagem no Ártico é caracterizada por ursos polares, ursos pardos, bois de pelagem longa chamados muskoxen, baleias beluga, focas harpa, morsas e aves migratórias, entre outras espécies.

Destaque: três cruzeiros de expedição pelo Ártico Canadense

A Quark Expeditions realiza cruzeiros de expedição para o Ártico Canadense a bordo do mais recente navio, o Ultramarine, para 199 hóspedes e 140 tripulantes. Equipado com dois helicópteros bimotores para voos panorâmicos e 20 barcos zodiacs para exploração em terra com guias especializados, o navio percorre rotas dos primeiros exploradores enquanto navegava por baías, enseadas e canais da região.

Diariamente são realizadas saídas do navio em barcos zodiac para as excursões terrestres, acompanhadas sempre por um programa educacional com guias, visitas às comunidades locais e oportunidades de observação da vida selvagem que habita esta região, tais como mamíferos marinhos, ursos polares, bois-almiscarados e possivelmente até o lobo ártico. Caso as condições climáticas permitam, são realizados voos panorâmicos de helicóptero em torno do navio e arredores, incluindo pousos em locais inacessíveis por terra. Confira três roteiros que são destaque nesta região do Ártico.

1- Roteiro “Canada’s Remote Artic” – 12 dias

O roteiro “Canada’s Remote Artic”, ou Ártico Remoto do Canadá, é uma viagem com duração de 12 dias que começa em Calgary, no Canadá. Dali os hóspedes seguem em um voo fretado para Resolute, uma pequena aldeia localizada na Ilha Cornwallis, de onde se deslocam para o navio em barcos zodiac ou de helicóptero, dependendo das condições climáticas.

O itinerário percorre as ilhas mais ao norte do Canadá tais como Ellesmere Island, Ilha de Coburg e a Ilha Devon, entre outras. Um dos destaque é Axel Heiberg Island, local que abriga uma floresta fóssil datando de mais de 30 milhões de anos, com algumas árvores mumificadas atingindo até 35 metros de altura. Esta hidrovia entre as ilhas, conhecida como a Passagem do Noroeste, tem sido o lar dos esquimós, ou inuítes, por quase 5.000 anos, conhecidos por sua incrível desenvoltura, hospitalidade, bom humor e um profundo conhecimento da terra e dos animais que lhes permitiu prosperar no extremo norte por milênios.

2- Northwest Passage – “Epic High Artic” – 17 dias

Com 17 dias de duração, o roteiro Northwest Passage – “Epic High Arctic”, leva o nome da lendária rota marítima que liga os oceanos Atlântico e Pacífico, a Passagem do Noroeste. A viagem também começa em Calgary, em um voo fretado até Resolute. Visita locais como a Ilha Beechey, batizada em homenagem ao explorador canadense Frederick William Beechey; Radstock Bay, local para observação de ursos polares; faz uma parada no vilarejo de Arctic Bay; explora a Ilha Devon; realiza uma ancoragem em Crocker Bay para observação de glaciares gigantes; e ainda apresenta aos viajantes Grise Fiord, uma comunidade inuíte criada em 1953.

3- Northwest Passage – ” In the Footsteps of Franklin ” – 17 dias

Northwest Passage – “In the Footsteps of Franklin é um roteiro com 17 dias. Depois de embarcar em um avião em Toronto (Canadá), os hóspedes desembarcam em Kangerlussuaq, na Groenlândia, onde sobem a bordo do Ultramarine. O desembarque do cruzeiro é realizado em Resolute, de onde os viajantes pegam um voo até Calgary.

O roteiro percorre os canais gelados da lendária Passagem do Noroeste e refaz os passos da intrépida Expedição Franklin, que deixou a costa da Inglaterra em 1845 em busca da última seção inexplorada da Passagem do Noroeste. O navio visita Maniitsoq, chamada pelos locais como “a Veneza da Groenlândia”, pois está situada em um arquipélago cortado por canais naturais. Montanhas altas e cobertas de neve cercam a pequena cidade rochosa, local para avistamento de baleias jubarte.

O cruzeiro realiza uma parada na pitoresca aldeia de Pangnirtun, navegando pelo Estreito de Davis até a Baía de Isabella, uma importante área de alimentação de baleias durante o verão. Visita, ainda, a aldeia inuíte de Pond Inlet, cercada por montanhas cênicas, fiordes, geleiras e icebergs; Radstock Bay; Beechey Island; e Ilha de Somerset. No Estreito de Bellot, canal que separa a Ilha Somerset do continente da América do Norte, a viagem chegará a área mais setentrional da massa continental, Zenith Point.

Redação