Assuã: história, belezas naturais e engenharia do Egito Antigo

 Assuã: história, belezas naturais e engenharia do Egito Antigo

Assuã, ou Aswan, no sul do Egito, é um daqueles destinos que parecem suspensos no tempo. Localizado às margens do Rio Nilo, é um dos principais pontos turísticos do país. A cidade com quase um milhão de habitantes é conhecida por ser um importante centro comercial núbio, povo indígena milenar da região do Nilo, que habita entre o sul do Egito e o norte do Sudão. É um importante ponto de embarque e desembarque nos cruzeiros pelo Rio Nilo, sendo considerada parte final ou inicial dos itinerários. Assuã oferece paisagens incríveis, clima tropical e conta com muitas atrações históricas que não podem ficar de fora do seu roteiro.

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Templo de Philae: é o templo dedicado a Ísis, deusa do amor, cura e ressurreição na mitologia egípcia, sendo considerado um dos mais bem preservados do país. O templo original ficava na ilha de Philae, mas acabou sendo parcialmente submerso após a construção da Barragem de Assuã no século XX. Correndo o risco de desaparecer com sob as águas do Rio Nilo, uma grande mobilização foi organizada para mover o templo de lugar. Liderada pela UNESCO, a grande operação desmontou o templo em milhares de blocos e o reconstruiu na ilha vizinha de Agilkia, em um terreno mais elevado e seguro. Esse trabalho manteve sua orientação e características originais, permitindo que visitantes possam apreciar sua grandiosidade da mesma forma que na antiguidade. O templo de Philae é acessível apenas por barco e proporciona uma experiência única, especialmente ao pôr do sol.

A fachada do Grande Templo de Abu Simbel, em Aswan

Templo de Abu Simbel: é um dos pontos mais impressionantes da região. Situado ao sul de Assuã, é o templo mais famoso do país. Foi construído pelo maior faraó do Egito, Ramsés II, com o objetivo de mostrar o poder e a grandiosidade de seu governante. O complexo é composto por dois templos: o maior, dedicado ao próprio Ramsés e a deuses como Amon, Rá-Horakhty e Ptah, e o menor, dedicado à rainha Nefertari e à deusa Hathor. A entrada do templo é guardada por estátuas de 20 metros de altura esculpidas diretamente na pedra. Em seu interior, corredores e salas são decorados com relevos que retratam batalhas, rituais religiosos e a devoção do faraó aos deuses. Uma curiosidade sobre o templo é seu alinhamento solar: duas vezes por ano, os raios do sol penetram o santuário interno e iluminam três das quatro estátuas ali presentes, demonstrando o avançado conhecimento astronômico e arquitetônico dos antigos egípcios. Assim como o Templo de Philae, Abu Simbel também foi movido de lugar para evitar sua inundação durante a construção da Barragem de Assuã. Visitar Abu Simbel é ser impactado pela imponência de Ramsés II e sentir o peso da história retratada em cada canto do templo.

Obelisco Inacabado: uma das atrações mais curiosas de Assuã, é um passeio incrível para quem se interessa pelos métodos de construção do Egito Antigo. Localizado em uma antiga pedreira de granito, acredita-se que ele teria sido o maior obelisco já erguido, com cerca de 42 metros de altura e peso estimado em mais de mil toneladas. No entanto, uma grande rachadura apareceu na rocha durante o processo de construção, levando ao abandono do projeto antes de sua conclusão. O que torna o local fascinante é o fato de o obelisco nunca ter sido finalizado. Ele permanece preso à rocha original, permitindo observar as técnicas utilizadas pelos antigos egípcios para moldar blocos gigantescos de pedra. A visita oferece uma verdadeira imersão sobre as habilidades técnicas dessa civilização.

Barragem de Assuã ou Represa Alta de Assuã: é considerada um marco importante do Egito Moderno. Foi construída entre os anos 1960 e 1970, com o objetivo de controlar as cheias do Rio Nilo, gerando grande parte da energia consumida no Egito e impulsionando a produção econômica. A partir de sua construção, criou-se o gigantesco Lago Nasser, um dos maiores lagos artificiais do mundo. Possui 3.600 metros de comprimento, 111 metros de altura e utilizou cerca de 43 milhões de metros cúbicos de pedra.  A área inundada para a construção da represa exigiu que mais de 90.000 pessoas e 24 monumentos tivessem que ser movidos de lugar, sendo os mais importantes os templos de Abu Simbel e Philae. A visita a Represa Alta de Assuã mostra que ainda hoje o Egito é uma nação que valoriza a engenharia no cotidiano de sua população.

Ilha Elefantina: localizada no Rio Nilo, é um tesouro arqueológico com mais de 5.000 anos e abriga os templos de Khnum e Satet. Considerada uma das áreas habitadas mais antigas da região, a ilha foi um importante centro comercial e estratégico na antiguidade, devido sua localização próxima à fronteira sul do Egito. Abriga o Museu de Assuã, um edifício histórico que já serviu como residência administrativa durante o período colonial britânico. Seu acervo reúne artefatos que vão desde a pré-história até os períodos faraônico, greco-romano e islâmico, oferecendo uma visão da importância de Assuã ao longo dos séculos. A visita à Ilha Elefantina complementa sua viagem ao Egito permitindo observar de perto a cultura local e interagir com moradores.

Templo de Edfu: localizado entre Luxor e Assuã, é dedicado ao deus Hórus. Devido ter ficado soterrado pelas areias do deserto por muitos anos, hoje está em ótimo estado de conservação. Sua entrada, marcada por um imponente pilone (construção em forma de trapézio) decorado com cenas de batalhas e oferendas, já impressiona logo na chegada, enquanto o interior guarda salas, pátios e santuários praticamente intactos. Diferente de outros templos mais antigos e desgastados pelo tempo, Edfu funciona como uma verdadeira viagem no tempo que transporta o visitante para o auge da antiga civilização egípcia.

Assuã oferece uma combinação única de história, paisagens e tranquilidade. É o destino ideal para quem quer explorar o Egito além do óbvio e se conectar com experiências culturais riquíssimas. Conheça nossos pacotes completos para Assuã aqui

Redação